Em carta a Haddad, comitê pede retomada da Secretaria de Promoção da Igualdade

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Em carta a Haddad, comitê pede retomada da Secretaria de Promoção da Igualdade
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Foto: Ricardo Stuckert
Foto: Ricardo Stuckert

 

Uma carta endereçada ao candidato a vice-presidente na chapa do ex-presidente Lula, Fernando Haddad (PT), pede a retomada da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), que foi incorporada ao Ministério da Justiça e Cidadania por meio da Medida Provisória responsável pela reforma administrativa do governo do presidente Michel Temer.

O ex-prefeito de São Paulo está em Salvador, na senzala do Barro Preto, na Liberdade, na tarde desta terça-feira (21). Mais cedo, ele concedeu entrevista coletiva em um hotel, ao lado do governador Rui Costa (PT) e aliados. A carta é assinada pelo comitê a favor da chapa, formada por membros do movimento negro.

“A retomada da SEPPIR, que foi constituída para coordenar, articular, formular e acompanhar políticas públicas voltadas para os afro-brasileiros faz-se necessária, pois a instituição representou um avanço para o movimento negro, como um espaço de implementação de políticas públicas e de articulação da agenda racial com outros ministérios, caso da Fazenda, Educação, Cultura, entre outros. Precisamos retomar a pauta com mais investimento e estrutura. Portanto reafirmamos que o Programa para nossos próximos Governos, na Bahia e no Brasil construído a várias mãos parte da premissa que a disparidade social e econômica entre negros e brancos ainda é um desafio a ser enfrentado através de políticas públicas e privadas de reparação, promoção de igualdade racial, enfrentamento ao racismo, ao feminicídio e desenvolvimento de estratégias de diminuição da mortalidade e encarceramento da população jovem negra”, diz o documento.

A carta afirma ainda que “é necessário o aprofundamento e ampliação de diversas políticas, assim como a implementação de novos e ousados programas para diminuir a histórica desigualdade racial em nosso país”.

“Apesar dos esforços perpetrados e dos avanços conquistados do novo governo de Lula, além de resgatar e ampliar todos os programas de promoção da igualdade racial terá como tarefa-chave o desenvolvimento de ações que superem um paradoxo que marca os últimos quinze anos do país: num mesmo período em que se incluiu social e economicamente número expressivo de jovens negros, cresceu de forma alarmante o homicídio e o encarceramento desse mesmo grupo social.
É preciso garantir o emprego e ascensão econômica, política e social da população negra. Trata-se de medida fundamental de combate ao racismo e às desigualdades sociais. Combater a intolerância religiosa contra as religiões de matriz africana, por isso, defendemos o Estado Laico, a liberdade religiosa e o respeito aos povos e comunidades tradicionais de matriz africana”, diz o comunicado.